1.7.09

Sou tempo; constante.
Irresoluta assincronia patológica.
Atrofia psicológica.

Só, em espaços inconstantes – Eu.
Diferente de tudo o resto (metamorfoseando!) – Teu.
Dissidente perplexo – Distante...

10.6.09

Sob a luz da cidade adormecida (e em silêncio)

Sob a luz crepuscular nos despedimos
Sem que uma única palavra fosse proferida,
Sem que gesto algum o ilustrasse.

O momento parecia solene...
Sob a ténue luz da cidade adormecida
Nos despedimos, sem dizer adeus.

Sozinhos, em silêncio...

O reflexo melancólico das luzes no rio...
Pudesse aquele momento durar eternamente e em silêncio...

Tudo parecia etéreo... e efémero.
Despedir-nos-íamos sem o saber...

Nessa noite, sob a ténue luz laranja da cidade adormecida...

1.6.09

Dias vagos

Conta os dias vagos,
Do presente e do passado.
Conta histórias longas,
Vê as noites e os dias
Passar apressados,

Como se nada existisse,
Como se tudo estivesse
Eternamente parado.
(Se o tempo não me visse...)
Como tudo parece tão vago,
Inerte e enevoado...
(Quero estar eternamente enganado...)